Como se preenche o vazio que deixaste ao partir? Continuo a
viver como estivesses ainda aqui. Chego a casa e quero contar-te o meu
dia, perguntar-te como foi o teu. Não preciso de falar porque posso fazê-lo apenas
através do pensamento. Mas às vezes gosto de fazê-lo em voz alta - como quem
fala com as plantas – não sei se elas vão ouvir, ou sequer sentir a vibração da
minha voz. Mesmo assim, às vezes falo com as plantas, assim como falo contigo.
Estou a reaprender a viver. Sozinho, outra vez sozinho, mas
não da mesma maneira. Mais rico interiormente por aquilo que me ajudaste a
construir, mas mais triste. Muito mais triste, porque a ausência é pesada. Quando
adormeço e quando acordo penso em ti. Às vezes choro e outras vezes sorrio - um
conflito de sentimentos – perdido/feliz - porque um dia foste meu.
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